sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Da euforia à depressão: o 17 de dezembro quatro anos depois


O Inter passou o ano falando em coincidências entre 2006 e 2010. Lembrou, repetidas vezes, que era ano de Copa do Mundo e que o Brasil foi eliminado nas quartas de final, que não foi campeão gaúcho, que seu primeiro gol na Libertadores foi de um lateral-direito, que abriu o ano com goleada sobre o Esportivo. Mas este 17 de dezembro não tem coincidência nenhuma com o que aconteceu quatro anos atrás. Muito pelo contrário: o clube foi da euforia à depressão.
Em 17 de dezembro de 2006, o Inter venceu o Barcelona por 1 a 0 e conquistou o planeta. Em 17 de dezembro de 2010, treina para a disputa do terceiro lugar. A alegria suprema da história do clube foi substituída por uma das maiores tristezas – talvez a maior. Jogadores como Rafael Sobis e Tinga carregam no rosto o aviso de que ainda estão perplexos com o que aconteceu.
Há quatro anos, os atletas faziam festa em uma churrascaria de Yokohama, no Japão, e a torcida surtava pelas ruas de Porto Alegre, incrédula, nas nuvens. Nesta sexta-feira, os jogadores treinam feito zumbis para um jogo burocrático, e os torcedores não sabem onde se esconder. Sofrem com a vergonha da derrota para o desconhecido Mazembe, da República Democrática do Congo, o primeiro revés de um sul-americano nas semifinais do Mundial.
Em 2006, a idolatria a Fernandão, Clemer e Iarley atingia seu nível máximo. Em 2010, até D’Alessandro recebe críticas. O Inter rumina a própria dor e tenta superar o momento histórico. Mais: faz esforço para liberar um sorriso com as lembranças do que aconteceu há quatro temporadas.
- Não podemos esquecer nossa história. A história de um clube é feita de grandes conquistas e de derrotas históricas. A grande fortaleza de um clube é superar esses momentos – disse o vice-presidente de futebol do Inter, Fernando Carvalho.
Mais triste será ir a campo neste sábado, contra o Seongnam, da Coreia do Sul, para tentar o terceiro lugar do Mundial. E pensar que o mesmo dia, há quatro anos, era só de festa.
Fonte:GE

2 comentários: