terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Dirigente do Palmeiras faz cara feia sobre 'caso Valdivia': 'O que ele falou?'

As críticas do meio campista Valdivia ao diretor de futebol Wlademir Pescarmona e ao técnico Luiz Felipe Scolari caíram como uma bomba no Palmeiras. A direção já está ciente de que ganhou um grande problema para resolver no período de festas de fim de ano. E não será fácil reverter o que foi falado pelo chileno.

Nesta segunda-feira, a reportagem esteve no Palestra Itália para acompanhar a apresentação de Paulo Nobre, um dos três candidatos à presidência do clube, a conselheiros e teve contato com Antônio Carlos Corcione, assessor da presidência e membro do Conselho Gestor que participa das decisões no Palmeiras. O cartola evitou grandes comentários sobre o assunto, mas, através da expressão, denunciou a sua insatisfação.



"Não ouvi direito o que aconteceu, o que ele falou?", indagou Corcione à reportagem inicialmente. Ao ser informado do teor das palavras do jogador, o dirigente fez cara de poucos amigos e balbuciou. "É...".

A personalidade forte de Valdivia não é novidade no Palestra Itália. Dono de um estilo provocador dentro das quatro linhas, o chileno nunca aceita engolir sapos, mesmo se for necessário instalar uma crise no clube.

Para completar, a diretoria alviverde sabe que está em débito com o ídolo, em relação a luvas e direitos de imagem. Em entrevista à Rádio Eldorado/ESPN, Valdivia confirmou que tem dinheiro a receber. "Há salários e pendências atrasados e nunca falei nada por aí. E ainda tentei ajudar machucado. Sei que o Palmeiras atrasa, mas paga. Eu confio no pessoal, só não posso aguentar o que alguns falam de mim", criticou o chileno, que alega ter sido alvo de dúvidas e questionamentos em razão de sua contusão na coxa no fim da temporada.

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