| Molina nos tempos de Santos |
Molina, camisa 11, ex-jogador do Santos, é o cérebro do Seongnam, o time sul-coreano que o Inter enfrenta neste sábado na disputa do terceiro lugar do Mundial de Clubes. O conhecimento que o meio-campista colombiano tem do futebol brasileiro faz com que ele preveja dificuldades contra a equipe gaúcha. Mas ele tem uma esperança: o abalo emocional do Inter pela derrota para o Mazembe, na visão dele, pode ser usada pelo clube asiático.
O jogador vê o Inter como uma equipe tecnicamente superior ao Seongnam. Mas acredita que a velocidade dos coreanos e a melhor condição mental deles podem equilibrar a disputa.
- Penso que a primeira fórmula para ganhar da equipe brasileira é correr mais do que eles. O futebol coreano se caracteriza por correr bastante. Impõe muita velocidade. Eles têm jogadores mais técnicos, com mais posse. Se usarmos velocidade e pressão, podemos ir rápido ao ataque e fazer a diferença. Mas creio que vai ser uma partida mais mental. A parte mental pode fazer a diferença. Não sei como está o Inter. Eles tinham muita expectativa de ser campeões do mundo, e agora disputam o terceiro lugar. Creio que estamos melhor mentalmente, então podemos ganhar – comentou Molina.
O jogador, nos tempos de Santos, trabalhou ao lado do lateral-esquerdo Kleber. É o jogador do Inter que ele melhor conhece. Mas Molina cita outros.
- Conheço muito bem o Internacional. Joguei um ano e meio no Brasil. Conheço o potencial e a qualidade de cada um deles. É uma equipe forte, pela capacidade de tocar a bola. Tecnicamente, os brasileiros são os melhores do mundo. No meio, tem que prestar atenção em D’Alessandro e na saída pela esquerda com Kleber, um dos melhores laterais do Brasil, que tem um cruzamento muito bom. No ataque, Sobis e Alecsandro são jogadores que têm toda a capacidade de fazer a diferença – opinou o colombiano.
Molina diz que uma vitória do Seongnam seria muito importante para o clube, para o futebol coreano e até para o continente asiático. A partida parece valer muito mais para o adversário do que para o Inter.
- Não seria nada mau conseguir isso para o campeão asiático. Seria um orgulho para a Coreia e para a Ásia. Será um jogo muito difícil contra o Internacional, que era o favorito, mas não conseguiu ir à final.
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